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terça-feira, 5 de julho de 2016

O Encanto do Mosteiro Zen Morro da Vargem

Eu sempre passava em frente dele, achava lindo os Budinhas no alto da montanha, me chamava atenção aquele gramado verde, mas acabava nunca parando por se localizar na beira da estrada (BR 101, Km 217) e estar sempre com pressa de chegar ao meu destino. Dessa vez, não hesitei em atrasar uns minutinhos da viagem para conhecer o Templo Budista.



O Mosteiro Zen Morro da Vargem fica próximo à cidade de Vitória - ES e está aberto para visitação aos domingos das 08h às 13h, onde o visitante terá acesso aos Templos e demais instalações num roteiro cultural e histórico. Além disso, o local oferece uma paisagem lindíssima com trilhas no meio da Mata Atlântica, infelizmente não consegui fazer o passeio completo pois já tinha passado da hora de visitação mas só de conhecer a entrada me deixou com mais vontade ainda de voltar com mais calma para apreciar tudo que o Templo tem para oferecer.

Logo na entrada podemos observar o Jardim de Pedras, acredito que muitas pessoas já devem ter visto aqueles mini jardins com pedras e areia em que você vai fazendo o caminho com uma pá. Se você não conhece, dê uma olhadinha nesse Jardim em tamanho gigante. Simplesmente demais!


O Jardim de Pedras é uma tradição zen. São jardins secos onde os pedriscos brancos representam a água, e os desenhos o seu movimento. As pedras são as ilhas, o retângulo representa um lago com suas ilhas.

E como é a vida em um Mosteiro

Quem ingressa no retiro espiritual ou até mesmo para se tornar um monge será cercado por uma rigorosa disciplina, indo de encontro com a liberdade da mente e a leveza das posturas no cotidiano.

Os monges são conhecidos pelo seu senso de humor. Brincadeiras, vivacidade nos pequenos detalhes e respostas inesperadas são tradições do zen budismo.



Por mais que pareça muitas vezes impossível, acredito ser importante sempre buscarmos o equilíbrio e a paz mental para que nossos dias sejam mais leves e plenos. :)

Ficou curioso e quer saber mais? Entre no site Mosteiro Zen, lá você consegue tirar algumas dúvidas e se informar sobre as diversas atividades que o Mosteiro Zen Morro da Vargem oferece.

Livia Zanon

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segunda-feira, 13 de junho de 2016

5 FATOS INCRÍVEIS SOBRE VIAJAR PELO MUNDO | PELO MOTOCICLISTA EDUARDO ÁVILA

Durante a sua viagem sobre duas rodas pelas Américas, o motociclista Eduardo Ávila encontrou um tempinho para fazermos uma entrevista sobre curiosidades e dicas para quem também tem essa vontade de cair no mundo. Campo-grandense, atualmente com 25 anos, formado em Administração de Empresas, resolveu aos 22 anos partir para uma aventura que mudaria sua vida em vários aspectos. Quer saber mais? Confira aqui embaixo o nosso bate papo.




  •   Eduardo, de onde veio essa ideia de viajar sozinho de moto? Há quanto tempo está viajando?

A minha primeira ideia foi caminhar até o Ushuaiamas se fosse caminhar levaria muito tempo, então acabei desanimando. Pensei em ir de bicicleta, mas não tinha preparo físico o suficiente, foi quando eu ganhei uma moto e pensei: Por que não?!

Fui de moto de Campo Grande - MS para Bonito – MS percorrendo o total de 905 km. Passei por diversas dificuldades por não ser experiente, mas foi determinante para decidir que seria a primeira de muitas viagens que viriam.

Em 2012 embarquei para o meu primeiro mochilão para o Peru e gostei demais, planejei muito bem, fiz um roteiro diferente que turista geralmente não faz e vi que levava jeito. Sempre senti que eu tinha um propósito de vida maior, então continuei na entrada.

Em seguida decidi participar do IBA - Iron Butt Association, que é uma Associação Americana que premia quem completa o desafio de pilotar mais de 1700km em menos de 24h e o percurso foi: Saindo de Campo Grande – MS, passando por Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, parte de São Paulo voltando para Campo Grande. Saí sábado às 11h da manhã e voltei às 7:20h da manhã de domingo fazendo 1808 km em 20h e 20 min. Foi bem difícil e não faria novamente, me alimentei com lanches que levava na moto mesmo, e as necessidades fisiológicas fazia no mato, na própria rodovia e nunca em postos de gasolina, o motivo? Deixar a minha marca por onde passava.

Nada disso foi muito planejado, as coisas foram acontecendo, eu também não tinha muita experiência com moto, aprendi tudo na vivência. A princípio, a ideia era viajar com minha ex-namorada, mas ela acabou não indo então decidi ir sozinho, mesmo os meus pais sendo contra a decisão.

Curiosidade: Eduardo é muito sensitivo, se ele acorda e sente que não deve viajar, ele não vai, por isso acha melhor viajar sozinho, fazendo seus próprios horários e roteiros. Ele está viajando há 25 meses e o plano é voltar em Dezembro ao Brasil.



  •   Como você faz para se sustentar e pagar seus custos?
Eu tocava em bares em Campo Grande e fui juntando dinheiro para poder sair do Brasil, consegui 800 dólares. No início viajei através do Couch Surf, que é uma rede social que faz a ponte entre turistas que querem hospedagem grátis durante uma viagem e pessoas que querem receber esses visitantes. Mas, com o tempo fui ficando conhecido como “Brasileiro Louco” e foi quando abandonei o Couch Surf e ficava em casa de amigos.

Quando cheguei ao Peru, me informaram que eu tinha que vender alguma coisa para conseguir renda e me sustentar, por exemplo: adesivos da minha marca e soldar peças velhas para construir motos para vender como souvenir. Antes de tentar fabricar alguma coisa eu tentei fazer a divulgação em um site que arrecada fundos para alguma causa, mas arrecadei muito pouco porque tinham muitos impostos e taxas.

Já trabalhei vendendo adesivos da minha marca, mini motos feitas de peças velhas, pedreiro, cortador de uvas e hoje em dia eu vendo em eventos de motos a minha história além dos itens que eu aprendi a fazer, incentivo as pessoas em viajar, conto curiosidades e com isso consigo doações para continuar seguindo na estrada. Felizmente muita gente topa em ajudar por não poder realizar esse sonho de viajar então contribui para eu realizar o meu.



  •    Qual sua expectativa na vida? Aonde quer chegar? Pretende voltar ao Brasil?
O que me chama atenção no Brasil é minha família, se fosse pra voltar um dia definitivo eu gostaria de ter uma Moto Pousada que acolheria todos os viajantes que passassem por Campo Grande - MS, sempre com o intuito de ajudar o próximo com doações. Vejo minha cidade como um ponto estratégico tendo em vista estar perto de algumas fronteiras e até hoje não tem nada parecido por lá. Pode não me trazer um bom retorno financeiro, mas me trará realização pessoal, e pra mim é o que importa.

Curiosidade: Eduardo sente muita falta de um banheiro limpo e de seu travesseiro que usava no Brasil.



  • Qual foi a maior conquista que você teve até hoje viajando? O que você mudou como pessoa?
Considero todo dia uma conquista. Saber que sobrevivi ao dia anterior, ter saído da América do Sul, trabalhado nos EUA, chegado na Colombia, viver viajando com a namorada, são exemplos de conquistas que tive até hoje.

Mas, a maior de todas, foi chegar ao Ushuaia no inverno passando por menos de 16 graus, sem experiência com moto, em estrada congelada, com neve e chuva. Mudei em alguns comportamentos, me sinto mais irritado e com pouca paciência para as coisas, por outro lado aprendi a ser mais humilde. O País que mais me surpreendeu foi o Peru, pessoas generosas e atenciosas sempre dispostas a ajudar e isso me fez crescer muito como ser humano.


  
Eduardo, namorada e amiga
  • Qual o maior cuidado que alguém deve ter se quiser pegar a estrada como você? O que você carrega na mochila que considera itens essenciais?
Eu aconselho a ser esperto, prestar atenção nas pessoas, nos lugares, ser malandro e desconfiado. Carrego comigo um cordão de aço e um cadeado na calça, canivete, sistema de chaves, papel higiênico, adaptador de tomada, isqueiro, alicate, moedas e dinheiro do Brasil que uso quando não tenho dinheiro do local  então ofereço em troca de comida, protetor de ouvido para barulho, barra de cereal, álcool em gel, lenço umedecido, também carrego xerox dos documentos e não o original, água, lata de atum... É preciso carregar um pouco de tudo para qualquer emergência.

É importante guardar bem o dinheiro, usar uma pochete por dentro da roupa com dinheiro ou no sapato. Não andar com roupa boa, nem mochila limpa pois chama atenção para roubos e assaltos.

Ah, e sempre que chegar a um País, pedir o prazo máximo que pode ficar para não ter problemas futuros. E claro, muito cuidado onde for comer e a água que for tomar.

Curiosidade: Durante nossa entrevista, mesmo com todos esses cuidados sendo tomados, Eduardo teve sua mochila furtada, o que causou vários transtornos e até mesmo prejuízo financeiro.



Gracias Dutz, por ter cedido um tempo ao Projeto - O Mundo e Minhas Voltas, foi demais te entrevistar e saber mais sobre a sua vida, tenho certeza que a sua história vai inspirar e encorajar muitos que queiram se aventurar também por esse mundão. Desejo que você tenha ótimas voltas e quando passar aqui pela Bahia não esquece de me avisar pra colocarmos o papo em dia! :)

Hasta luego mi amigo!



Ficou curioso e quer saber mais sobre a vida sobre duas rodas de Eduardo Ávila ou até mesmo ajudá-lo com alguma doação?
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Instagram: @dutzavila


quarta-feira, 18 de maio de 2016

África do Sul e a minha primeira tatuagem

Eu sempre tive amigos com tatuagens e até eu embarcar para África do Sul em 2014 não tinha despertado essa vontade em mim. Dentre várias mudanças que os 40 dias vividos na Cidade do Cabo me trouxeram, uma delas foi fazer minha primeira tatuagem, a liberdade sempre foi algo que me fascinou, difícil de explicar em palavras mas muito prazerosa de sentir. Por isso, eu queria tatuar algo que representasse a minha libertação, tanto de preconceitos que eu tinha antes da viagem quanto de raízes que criamos em nossa mente.

Então decidi: farei dois pássaros. E por que dois? Porque nunca caminhamos sozinhos, como diz a música "é impossível ser feliz sozinho". Sem clichê, se você parar pra pensar vai ver que é verdade, nós sempre estamos rodeados ou pelo menos buscando estar perto de quem amamos, de quem nos faz sentir confortável e de quem nos dê paz, seja ela um amigo(a), um familiar ou um namorado(a).

Eu queria algo pequeno pois o tamanho não era importante pra mim e sim o significado em si da minha escolha. Demorou menos de 1 minuto para fazer e não deu nem tempo de doer... Custou aproximadamente R$ 200,00 e com certeza valeu cada centavo pois hoje em dia quando me perguntam sobre ela eu tenho uma história pra contar. :)

Abaixo seguem fotos tiradas logo que saí do Estúdio, estava tão feliz com a minha primeira tatuagem que nem respeitei as observações do tatuador: Não entrar no mar, deixar coberto por algumas horas e não fazer muitos movimentos. Fotos tiradas na praia de Camps Bay na Cidade do Cabo, África do Sul.


                    



Sempre me disseram que quando se faz a primeira tatuagem não pára mais, eu duvidava, até acontecer comigo. Em Abril de 2016 fiz a minha 5ª (QUINTA) tatuagem, queria algo que representasse a minha personalidade enlouquecida por viagens, e nada descreve melhor a sensação do que a palavra WANDERLUST.

"Wanderlust é uma expressão derivada do alemão: ‘’wandern’’, ‘’caminhar’’ e ‘’Lust’’, ‘’desejo’’. É comumente definido como um forte desejo de viajar, ou de ter um forte desejo de explorar o mundo.
Não é somente um simples desejo, é uma sensação que toma todo o corpo e a mente, e em uma seqüência de fatores, incluem-se uma sensação de desconforto nas pernas, nos músculos, e aquele desejo incontrolável de ir, de seguir um rumo qualquer em direção ao desconhecido ou a algum lugar que se vá encontrar algo novo, que é a razão daquele desejo de ir." (Via Wikipédia)

É isso, exatamente o que eu sinto. Então, aproveitei minha viagem à Vitória-ES e marquei no Street Art Tattoo que fica no Shopping Jardins, com o tatuador Kadu, para fazer mais esse rabisco. Letra fina, muito bem delineada, delicada e muito linda, ficou do jeito que eu queria e toda vez que olho pra ela eu lembro que não fomos feitos com raízes para ficarmos apenas em um só lugar, a vida é feita de movimentos, por isso, só vai!




Ficou curioso pra saber quais são as outras 03 tatuagens? Então aqui vai:

O simbolo do elefante além de significar sabedoria, vida longa, amizade e companheirismo, representa o zelo familiar, pois são unidos e cooperam uns com os outros. Fiz essa junto com a minha mãe no Arnaldo Tattoo em Campo Grande-MS, para demonstrar que estamos juntas de todos os jeitos apesar de estarmos morando longe uma da outra.





Escolhi o Tattoo You Estúdio em São Paulo para fazer duas tatuagens no mesmo dia :D
A primeira foi a Hamsa, conhecida como um amuleto contra o mau olhado, serve também para trazer sorte e afastar energias negativas em geral. Ela é a maior que fiz (até hoje hahaha), o nome do tatuador é Torrá, pra galera que mora em Sampa vale a pena conhecer o trabalho dele, faz uma mais linda que a outra.






A segunda que fiz no mesmo dia, foi uma frase que meu pai me disse através de uma mensagem de parabéns, 2 dias antes dele falecer repentinamente. Achei linda, profunda e quis tatuar para jamais esquecer de "seguir a minha felicidade." Por ser na costela foi a que mais doeu, apesar da frase ser curta.





A minha dica para você que se inspirou e decidiu fazer a sua primeira tatuagem é pesquisar bastante um profissional competente, veja os trabalhos já realizados, tenha certeza do que você quer tatuar em você porque é pra sempre. É importante o local ser higiênico e de confiança para que não ocorra problemas e arrependimentos futuros.

Eai, vai arriscar a fazer o primeiro rabisco?  Quem sabe você se inspire em alguma viagem assim como eu... Só cuidado pra não conseguir parar depois hein! rs

Beijos

Livia Zanon
@omundoeminhasvoltas